O que são movimentos sociais?
Um movimento social é uma forma de expressão da sociedade civil, por meio da qual os cidadãos participantes buscam, em ações coletivas, alcançar diversos tipos de mudanças na sociedade. Isso acontece por meio de debates políticos e manifestações.
Os movimentos sociais são elementos fundamentais das sociedades plurais, pois agem coletivamente, como uma estratégia de resistência e luta perante as desigualdades, buscando inclusão social. Esses movimentos são populares e podem envolver a atuação de diversos grupos internos, que agem em diversas frentes em busca do mesmo objetivo.
Como movimentos sociais funcionam?
Como são ações coletivas em busca de um objetivo em comum, os movimentos sociais se organizam por meio de um conjunto de pessoas que veem na unidade de vários indivíduos uma força plural de reivindicação mais ampla.
Dessa maneira, eles surgem de uma iniciativa pública, tendo motivação principalmente nas diversas injustiças e desigualdades sociais presentes na maioria dos países atualmente. Ou seja, quanto maior o cenário de desigualdade, maiores as chances de surgimento de diferentes movimentos sociais.
Como os grupos de reivindicação têm como objetivo alterar a composição e a atuação do Estado, é natural que a relação entre ambas as partes seja conflituosa. Desse modo, a organização estatal é vista como a manutenção do status quo e das injustiças, devendo ser combatida pelas ações originadas nos movimentos sociais.
A existência de movimentos e organizações de cunho social é fundamental para o estabelecimento e o funcionamento de uma democracia. Afinal de contas, um dos pilares democráticos é a garantir, por lei, a reivindicação de direitos por parte dos cidadãos, de modo que a extinção de qualquer movimento social significa a extinção do próprio Estado Democrático de Direito em si.
Os movimentos sociais podem ser organizados a ponto de possuírem sedes e representações em várias cidades ou mesmo mais espontâneos, surgindo de passeatas e manifestações sociais, que, em um primeiro momento, constituem uma forma simbólica de comunicação da população com o Estado.
Características dos movimentos sociais
São várias as características dos movimentos sociais, de modo que muitos deles podem apresentar diferenças específicas. Entretanto, é possível observar alguns pontos em comum para qualquer tipo de movimento social, como:
Ideologia: é a base de pensamento que reúne os cidadãos em torno de um objetivo em comum. Um pensamento ideológico comum guia e auxilia na articulação de grupos sociais em prol do mesmo movimento;
Projeto: o projeto de um movimento social é o que contém todo e qualquer objetivo e reivindicação do grupo. Ele é um dos pilares que motivam a organização de um movimento, servindo como pauta para as demandas da sociedade;
Hierarquia: a organização hierárquica de um movimento social pode ser centralizada ou descentralizada, apresentando um ou mais líderes. É extremamente importante que os movimentos sociais verdadeiramente organizados tenham uma “cara”, principalmente para a abertura de diálogo com o Estado.
Tipos de movimentos sociais
Os movimentos sociais podem ser classificados de acordo com seus objetivos, sendo possível separá-los em três tipos diferentes. São estes:
Movimentos reivindicatórios, que focam as ações na exigência de questões de cunho imediato e de curto prazo. Geralmente, lançam mão da pressão pública para forçar instituições a modificar dispositivos e instrumentos legais buscando favorecer seus objetivos;
Movimentos políticos, que buscam influenciar as camadas da população a participar diretamente das decisões políticas, com o objetivo de garantir transformações de cunho estrutural na sociedade em que estão inseridos;
Movimentos de classe, que têm como objetivo alterar a organização social e, também, as relações entre as diferentes camadas da sociedade.
Movimentos sociais no Brasil
Enquanto país em desenvolvimento, o Brasil apresenta um contexto sociopolítico de grande desigualdade e injustiças sociais. Por isso, é natural que existam diversos movimentos sociais, buscando alterar esse cenário estabelecido há muito tempo.
Apesar de ser possível considerar as diversas revoltas na história do país como movimentos sociais brasileiros, a organização dessas organizações, como as conhecemos hoje em dia, ganhou força, particularmente, a partir da década de 1960.
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